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Artículos sobre Ferenczi:

 

FERENCZI E LACAN: DUUAS ABORDAGENS DA VARIEDADE DOS OBJETOS A NA EXPERIÊNCIA PSICANALÍTICA

 

Sérgio Laia.*

 

No final de minha primeira contribuição publicada em Papers, bem como na sua versão reduzida, apresentada no lançamento em Buenos Aires , no último dia 27 de março, do VI Congresso da Associação Mundial de Psicanálise (AMP), levantei duas hipóteses de trabalho a partir da conferência de Jacques-Alain Miller que serve de argumento a esse nosso próximo Congresso [1]. A primeira hipótese é que a experiência analítica nos daria, considerando os registros dos objetos a na natureza, na cultura e na sublimação – um quarto registro desse objeto: o objeto-causa. A segunda hipótese, que poderá ser tomada como uma espécie de corolário da primeira, sustenta que essa experiência seria o registro efetivamente capaz de amarrar os três outros que, então, sem a ação borromeana desse quarto registro, tenderiam a ser experimentados como desarticulados.

Neste texto, pretendo colocar à prova tais hipóteses servindo-me das considerações de Ferenczi sobre a "técnica ativa" [2] para, graças ao registro do objeto a como objeto-causa, tematizar como a orientação lacaniana praticada no âmbito da AMP e do Campo Freudiano responde de modo diferente à variedade dos objetos a na experiência analítica.

Ferenczi – que eu não havia citado entre os pós-freudianos mencionados na primeira contribuição publicada em Papers – é um pioneiro na tentativa de se obter uma redução temporal do tratamento psicanalítico e seus trabalhos sobre a técnica ativa tornaram-se, historicamente, uma espécie de "divisor de águas" no que concerne ao campo das "terapias breves de base analítica" [3]. Sua concepção da "atividade" como uma "técnica" a ser utilizada no tratamento analítico é uma resposta a circunstâncias em que tal tratamento deixa de experimentar, durante um tempo considerável, qualquer tipo de melhora ou progresso para o analisando. A atividade, portanto, visa "ultrapassar os pontos mortos do trabalho analítico" [4], sobretudo quando os meios passivos utilizados pelo analista (escutar e interpretar), bem como as elaborações já realizadas pelo analisando, não conseguem mais dar cabo da "estagnação" na qual um tratamento pode chegar. Neste momento em que a AMP e o Campo Freudiano se interessam pelos "efeitos terapêuticos rápidos" e pelos "tratamentos de curta duração", pareceu-me importante tematizar criticamente o esforço de Ferenczi em seguir o trajeto da libido para evidenciar os objetos em torno dos quais ela se fixa a ponto de fazer o tratamento se estagnar ou mesmo se prolongar.

O uso da "técnica ativa" convoca os analistas a exortarem que o paciente faça ou deixe de fazer algum ato. Assim, nos casos de fobia que não se resolvem com o tratamento psicanalítico tradicional, a tarefa do analista poderia ser a de levar o fóbico a "realizar algumas ações desagradáveis", mas, em outros casos, caracterizados por uma insistente presença de masturbação, de tiques ou de excitações de outras partes do corpo, a atividade implicaria em fazer o paciente "renunciar a algumas ações agradáveis" [5]. Além desse tipo de incidência sobre os atos do paciente, a atividade poderia implicar a restrição da própria atividade associativa [6] ou, então, nos casos em que há "uma atividade de fantasia... particularmente pobre", poderia recorrer, inclusive, a "fantasias provocadas" [7].

A capacidade da atividade à la Ferenczi acelerar um tratamento estagnado não se separa do interesse desse psicanalista em seguir os trajetos da libido nos corpos de seus analizantes, ou seja, de detectar, em cada caso estagnado, as zonas erógenas onde a libido se alojou. Ao visar assim a libido, a "técnica ativa", por mais que às vezes nos evoque (sobretudo quanto às fobias) as práticas do tipo TCC ou (quanto à histeria) a utilização "pré-psicanalítica" da hipnose para provocar uma ab-reação ao trauma, ainda consegue se sustentar como uma experiência psicanalítica. Nesse contexto, vale destacar a seguinte passagem de "Prolongamentos da ‘técnica ativa' em psicanálise": "quando estimulamos o que é inibido e inibimos o que não é, esperamos apenas provocar uma nova repartição da energia psíquica do doente [sobretudo de sua energia libidinal], susceptível de favorecer a atualização do material recalcado" [8]. Nessa "repartição libidinal" que favorece o tratamento do recalcado, poderemos encontrar o esforço de Ferenczi para abordar uma análise como o que, graças a Jacques-Alain Miller, pude propor como "um processo de localização, de tratamento e talvez mesmo de redescoberta de zonas erógenas" [9].

Ao longo de seus textos sobre a "técnica ativa", Ferenczi nos oferece várias vinhetas clínicas. As hipóteses que pretendo colocar à prova aqui me levam a concentrar no caso de uma musicista croata [10] perpassada por três persistentes sintomas: embora tivesse um considerável talento como pianista, quando ia tocar em público, ficava ruborizada e se aterrorizava; apesar de não ter qualquer má formação física, sempre ficava transtornada com o olhar dos outros sobre o seu peito, pois o achava muito volumoso; temia constantemente ter mau hálito, mas suas constantes consultas a especialistas nada encontravam.

Durante uma sessão, essa musicista se lembra de uma canção popular que a irmã mais nova (sempre muito tirana com ela) cantava de modo insistente. Pautado pela atividade, Ferenczi solicita à paciente que cantasse essa música. Com muita hesitação, a analisanda acaba atendendo a esse pedido e se lembra de que a irmã entoava a canção fazendo gestos marcados por uma certa obscenidade. Segue-se, então, uma nova exortação do analista para que ela repita exatamente toda a encenação feita pela irmã. Com muito custo, ela acaba consentindo e descobrindo, no revés de seu temor de ser vista, de ter um peito volumoso ou de sua modéstia, seu gosto (latente) pela exibição. Aparecem, ao longo das sessões, lembranças jamais evocadas antes, relacionadas à primeira infância da paciente: antes do nascimento de um irmão, ela era uma "diabinha" e, a partir desse nascimento, torna-se ao mesmo tempo envergonhada e assolada pela "inveja do pênis" [11]. Ferenczi prossegue com suas exortações para que a musicista se exiba ao longo do tratamento, inclusive tocando piano. Da execução desse instrumento, aparece a significação de seu temor de fazê-lo em público: os "exercícios de dedilhado" evocam-lhe "fantasias de masturbação" e a "vergonha vinculada a essas fantasias" [12]. Por fim, ao chegar às "tendências mais escondidas", o tratamento viabiliza a decifração do sintoma do mau hálito a partir do trajeto no qual a libido associa duas partes que a civilização prefere manter como bem distintas: "à medida que ela nutria a idéia de soltar gases, contraía ritmicamente seus esfíncteres" e, para não enfrentar tais preocupações com seu "esfíncter anal" [13], desloca para a boca o mal cheiro.

A atividade serve então a Ferenczi para retirar a "satisfação auto-erótica dos esconderijos onde ela se abrigava" [14] e, nessa retirada, consegue fazer o tratamento arrancar dos "pontos mortos" em que havia parado. Encontramos, também, nessa vinheta clínica, a presença das cinco formas do objeto a evidenciadas por Lacan no Seminário X: o seio, a partir do temor relacionado ao "peito volumoso" e à "boca malcheirosa" persistentemente inexistentes; as fezes, desmaterializadas no mau hálito, estão também, de modo metonímico, nos gases e no ritmo das contrações esfincterianas; o falo, na inveja do pênis e na metonímia (masturbatória) do dedilhado; o olhar, na timidez e na vergonha que ocultam um gosto especial pela exibição; a voz toma corpo na canção e também nos gases. Por fim, há ainda, ao longo da experiência analítica dirigida por Ferenczi, todo um trabalho de amarração dos registros do objeto a na natureza (a partir do que é recortado como zona erógena corporal), na cultura (a vergonha perante ao que evoca a satisfação sexual recalcada) e na sublimação (a dedicação da paciente à música como desvio de uma prática de satisfação auto-erótica).

Assim, a experiência neurótica de uma desarticulação insistente da variedade e dos registros do que Lacan chamará de objeto a, bem como as perturbações provocadas especialmente por três sintomas, não deixam de ganhar uma amarração graças ao consentimento da musicista croata com a experiência analítica. Em outros termos: se, tal como nos citou Carmelo Licitra-Rosa em seu trabalho para Papers, Lacan afirma, no Seminário X, que o "objeto parcial é uma invenção do neurótico" [15], a parcialidade do objeto, desdobrada em suas cinco dimensões ou nos registros da natureza, da cultura e da sublimação, é bem o que encontramos no caso da musicista croata. Tal parcialidade a perturba e produz uma dispersão em seu corpo histérico. O encontro com Ferenczi lhe proporciona alguma articulação, na medida em que esse analista, como é próprio também a outros pós-freudianos, aposta na genitalidade como um modo de amarrar a dispersão dos objetos parciais. Daí, a importância dada por Ferenczi, nesse e em outros casos conduzidos com o recurso da "técnica ativa", à descoberta do "onanismo inconsciente" e também sua concepção de que "a formação dos sintomas cessa se conseguimos reconduzir aos órgãos genitais a libido utilizada de maneira anormal" [16].

Entretanto, essa recondução do parcial à genitalidade concebida como uso normal da libido está bastante aquém do que Jacques-Alain Miller, a partir do Seminário X de Lacan, chamou de "lógica encarnada do objeto a" [17]. A genitalidade como amarração da parcialidade ou mesmo a caracterização da parcialidade como "maneira anormal" de utilização da libido só não são uma limitação dos objetos libidinais ao que seria uma dimensão unicamente orgânica porque, por exemplo, na vinheta clínica de Ferenczi, as formas supostamente naturais desse objeto, as partes recortadas do corpo da musicista como "zonas erógenas" são tomadas pelo sentido sexual que Freud nos mostrou como extrair da decifração dos sintomas. Entretanto, mesmo que a aplicação do sentido sexual aos objetos que caem do corpo ou ao que Freud chamava de "economia libidinal" indica uma espécie de "desnaturalização" desses objetos, ela não é suficiente para designar uma lógica.

A experiência psicanalítica terá de contar com Lacan para que uma "lógica encarnada do objeto a" tome corpo e ganhe operacionalidade clínica. Retornando à vinheta que extraí de Ferenczi, eu diria que seu recurso à genitalidade como amarração do parcial o impede de processar o que Vicente Palomera, na sua contribuição para o primeiro número de Papers, chamou de "esvaziamento da substância do objeto a" ou o que Diana Wolodarsky, nessa mesma publicação eletrônica, demonstrou como a natureza de semblante do objeto a, na medida em que ele não é propriamente um objeto real [18]. Em outros termos, graças a uma busca pelas zonas erógenas onde a libido se escondeu e a uma certa circunscrição dos objetos parciais, a "técnica ativa" permite Ferenczi lidar com os "pontos mortos" que um tratamento analítico pode atingir. Contudo, esse psicanalista não consegue se separar de um certo realismo naturalista que o impede de tomar, como uma "invenção do neurótico", os objetos em torno dos quais gira a libido do analisando, ou seja, ele não considera que os objetos da pulsão, na variabilidade com que Freud os caracterizou, são "semblantes" contra o quais o neurótico procura se defender desse outro tipo de substância – o gozo – que se imiscui nas partes de seu corpo destacáveis como "zonas erógenas".

Uma vez que Lacan consegue – e aqui retorno aos textos de Vicente Palomera e de Diana Wolodarsky – esvaziar o objeto a de substância, também poderá se distanciar da concepção da genitalidade como amarração e mesmo unificação da variedade do parcial. Daí, a relevância da citação que Vicente Palomera retira do Seminário XXIII: "o objeto a é apenas um único e mesmo objeto" [19] e – acrescentaria agora – seu esvaziamento do que lhe daria alguma substância não impede sua contaminação por esse outro tipo de substância que Lacan chamou de gozo. Nesse viés, os modos como o objeto a se destaca não apenas do corpo, mas também no corpo (pois conforme conclui Diana Wolodarsky, tal objeto produz gozo e se enraíza no corpo) são o que nos permite decompô-lo em suas cinco formas: seio, fezes, falo, olhar e voz. Assim, na orientação lacaniana promovida pela AMP, o que dá unicidade às parcialidades características do objeto a não é a genitalidade, mas o tratamento lógico com que, inclusive para além do sentido sexual, Lacan nos ensinou a buscar sua localização no que cai dos corpos. Graças a essa "lógica encarnada", podemos sustentar que o objeto a, na variedade de suas dimensões corporais, é sempre um único e mesmo objeto porque guarda a forma de um furo que, no corpo, aparece nos orifícios onde o gozo se aloja. Essa aproximação entre o furo próprio ao objeto a e sua concepção como "um único e mesmo objeto" pode ser ainda melhor elucidada se evocamos uma outra passagem do Seminário XXIII, quando Lacan destaca a orelha como o orifício corporal "mais importante" porque ela, respondendo ao objeto voz, "não pode ser tampada, cerrada e fechada" [20].

Eu diria que Ferenczi, em seu afã de dar a partida no tratamento que se encontra em "ponto morto", excede-se ao buscar ativamente – e de modo realístico-naturalista –, no corpo de seus analisantes, o que dificulta o tratamento de prosseguir e mesmo de se concluir. Nesse viés, o sentido sexual que ele deduz das zonas erógenas onde a libido se esconde o impede tanto de localizar o furo em torno do qual elas se formam, quanto de aceder, por exemplo, à pertinente designação que Catherine Lazarus-Mattet nos permite fazer do objeto a como uma espécie de "marca bordada no corpo" [21].

A "técnica ativa", embora utilizada com um recurso para apreender os objetos em torno dos quais as pulsões se satisfazem, não comporta um tratamento lógico desses objetos cuja presença, conforme constatamos na experiência psicanalítica orientada pelo ensino de Lacan, pode tanto emperrar o trabalho analítico, a decifração do sintoma e a conclusão de uma análise, quanto fazer com que esse tratamento avance de modo vivo e efetivo rumo a seu fim. Entretanto, se o próprio Ferenczi aborda esses momentos de estagnação do tratamento como "pontos mortos" na medida em que neles o trabalho associativo do analisando se detém, é possível contrapô-lo já ao próprio Freud.

Ao se insurgir contra a estagnação da experiência analítica procurando, com a "técnica ativa", extrair a satisfação auto-erótica que o neurótico guarda como um segredo, Ferenczi não deixa de nos mostrar as relações entre a localização dos objetos que abrigam secreta ou sublimadamente tal satisfação e a possibilidade de se chegar – num tempo curto ou longo – a uma conclusão do tratamento analítico. Ora, segundo Freud, se a associação do analisando emperra, é porque "algo no material complexivo... serve para ser transferido para a figura do médico" [22], ou seja, a libido passa a se concentrar no analista. Logo, a limitação de Ferenczi às dimensões realístico-naturalistas dos objetos em torno dos quais giram a satisfação pulsional o impede de considerar o próprio analista como um objeto que, ao concentrar a libido do analisando, pode estar em jogo nos momentos de estagnação do processo analítico sem deixar de ser objeto-causa de uma análise.

A assimilação lacaniana do analista como objeto-causa, objeto a, é bem diferente da convocação ferencziana do analista como "agente provocador" [23]. Afinal, enquanto "provocar" é um ato que espera uma reação, convoca uma resposta e, portanto, se inclui numa seqüência, numa cadeia, o objeto-causa é proveniente de um ato que irrompe fazendo corte numa série, demarcando um furo, um vazio com o qual o analisando terá que se haver. Assim, na "técnica ativa", o analista acaba dando prosseguimento ao trabalho do analisando e, devido a essa interação mútua que hoje tem ressonâncias na clínica de um Owen Renik [24], eu diria, evocando mais uma vez o argumento de Jacques-Alain Miller para o próximo Congresso da AMP, que o analisando é transmutado em uma espécie de "obra" do analista e que Ferenczi desconhece o objeto-causa ao qual uma análise reduz o analista. Em uma outra perspectiva, no corte mesmo de uma seqüência, o objeto-causa ao qual um analista é reduzido em uma análise dá lugar a um vazio no qual o analisando encontrará as chances para deixar de desconhecer o objeto a em torno do qual gira sua satisfação pulsional.

 

Notas

1- O texto que publiquei em Papers, n. 1 (versão 2006-2008), "Quatro registros do objeto a: um roteiro de trabalho", foi difundido na internet, entre março e abril de 2007, através das listas eletrônicas das Escolas da AMP (AMP-Uqbar, EBP-Veredas, ECF-messager, ELP-Debates, EOL-Debates, NLS-messager e SLP-Corriere) e também se encontra publicado. A versão mais reduzida desse texto, intitulada "Quatro registros do objeto a", pode ser encontrada na internet. Por sua vez, a conferência de Jacques-Alain Miller, "Os objetos a na experiência psicanalítica", foi publicada no número 46 da revista Opção Lacaniana (São Paulo, outubro de 2006) e encontra-se disponível também na internet.

2- Destaco cinco artigos de Ferenczi sobre a "técnica ativa": "Dificuldades técnicas de uma análise de histeria" (1919), "Prolongamentos da técnica ativa em psicanálise" (1921), "Fantasias provocadas" (1924), "Psicanálise dos hábitos sexuais" (1925) e "Contra-indicações da técnica ativa em psicanálise" (1926). Para este texto, utilizei a tradução francesa desses artigos, publicada em: Ferenczi, Sandor. Psychanalyse III: oeuvres complètes, tome III (1919-1926). Paris: Payot, 1974.

3- Para maior detalhamento sobre o que me leva a destacar a importância de Ferenczi concernente às "terapias breves" de base analítica, ver: BALINT, Michael, BALINT, Enid and ORNSTEIN, Paul H. Focal psychotherapy. An exemple of applied psychoanalysis. London : Tavistock Publications, 1971, p. 4-16; HEGENBERG, Mauro. Psicoterapia Breve. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004, p. 19-52.

4- FERENCZI, Sandor. Difficultés techniques d'une analyse d'hystérie (1919). In: Psychanalyse III..., p. 22.

5- FERENCZI, Sandor. Prolongements de la "technique active" en psychanalyse (1920). In: Psychanalyse III..., p. 119 e 120.

6- Cf. FERENCZI, Sandor. Les fantasmes provoqués (1924). In: Psychanalyse III..., p. 239.

7- FERENCZI, Sandor. Les fantasmes provoqués (1924). In: Psychanalyse III..., p. 238. En ese texto Ferenczi aisla tres tipos de fantasías a ser provocadas: "1. fantasias de transferencia negativas ou positivas; 2. fantasias relativas a recuerdos infantiles; 3. fantasias masturbatorias" (p. 240). Ilustra también la aplicación de esas "fantasias provocadas" en algunas situaciones clínicas (p. 241-243).

8- FERENCZI, Sandor. Prolongements de la "technique active" en psychanalyse (1920). In: Psychanalyse III..., p. 131.

9- Ver: "Quatro registros do objeto a: um roteiro de trabalho" e "Quatro registros do objeto a", disponibilizados na internet em endereços citados, acima, na nota (1).

10- Cf. FERENCZI, Sandor. Prolongements de la "technique active" en psychanalyse (1920). In:Psychanalyse III..., p. 120-125.

11- FERENCZI, Sandor. Prolongements de la "technique active" en psychanalyse (1920). In:Psychanalyse III..., p. 122.

12- FERENCZI, Sandor. Prolongements de la "technique active" en psychanalyse (1920). In:Psychanalyse III..., p. 122.

13- FERENCZI, Sandor. Prolongements de la "technique active" en psychanalyse (1920). In:Psychanalyse III..., p.122.

14- FERENCZI, Sandor. Difficultés techniques d'une analyse d'hystérie. In: Psychanalyse III..., p. 18.

15- El texto de Carmelo Licitra-Rosa, intitulado "Nota introductoria al estudio del objeto a".

16- FERENCZI, Sandor. Difficultés techniques d'une analyse d'hystérie (1919). In: Psychanalyse III..., p. 23.

17- Cf. texto "Los objetos a en la experiencia psicoanalítica", ya citado arriba, en nota (1).

18- Los textos de Vicente Palomera y Diana Wolodarsky se titulan, respectivamente, "Una voz que sonoriza el mirar" y "la naturaleza del objeto a".

19- Cf. LACAN, Jacques. Le Séminaire. Livre XXIII: le sinthome (1975-1976). Paris : Seuil, 2005, p. 86.

20- Cf. LACAN, Jacques. Le Séminaire. Livre XXIII: le sinthome..., p. 17.

21- Cf. "Bordados em torno do olho".

22- FREUD, Sigmund. La dinámica de la transferencia (1912). In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. XII. Rio de Janeiro: Imago, 1976, p. 138.

23- É importante ressaltar que, em alguns textos sobre a "técnica ativa", possivelmente pressionado pelas críticas que recebia e visando um maior esclarecimento do que pretendia, Ferenczi acaba afirmando que a atividade seria indicada ao analisando e não exatamente ao analista, pois é o analisando que deveria "eventualmente ser encorajado a realizar algumas ações"; Ferenczi, Sandor. Les contre-indications de la technique active (1926). In: Psychanalyse III..., 1926, p. 367. A experiência com a "técnica ativa" também faz Ferenczi atenuar o modo como o analista deveria utilizá-la: evocando sua posição "de que era sempre o paciente, e jamais o médico, que podia ser ‘ativo'", ele constata "que devemos nos contentar em interpretar as tendências a agir, escondidas, do paciente, para apoiar as frágeis tentativas de ultrapassar as inibições neuróticas que ainda subsistem, sem insistir de início sobre a aplicação de medidas de coerção, e mesmo sem sequer aconselhá-las"; Ferenczi, Sandor. Elasticité de la technique psychanalytique (1928). In: Psychanalyse IV: oeuvres complètes, tome IV (1927-1933). Paris: Payot, 1982, p. 61.

24- Agradeço a Leonardo Gorostiza por ter me evocado, no VII Congresso da EBP, os possíveis desdobramentos da técnica ativa de Ferenczi na prática psicanalítica sustentada por Owen Renik. Em um debate que aconteceu na Societé Psychanalytique de Paris, e que pode ser encontrado na internet, o próprio Owen Renik, respondendo um comentário de Bernard Penot, reconhece uma certa aproximação de seu trabalho com o de Ferenczi. Para uma amostra do trabalho desse psicanalista californiano, ver, também: RENIK, Owen. Playing one's cards face up in analysis: an approach to the problem of the self-disclosure. Psychoanalytic Quarterly, n. 64, p. 521-539, 1999; RENIK, Owen. L'ideal de l'analyste anonyme et le problème de la "déclosion". Ornicar? Revue du Champ freudian, nº 51, p. 61-86. Para um cotejamento entre a clínica de Renik e a orientação lacaniana, indico, nesse mesmo número da revista Ornicar?, "Les paradoxes pragmatiques de Owen Renik", texto publicado por Éric Laurent; há ainda "Contre-transfert et subjectivité" (principalmente p. 31-39) e "Savoir du contre-transfert et savoir de l'inconscient" (sobretudo p. 62-68), assinados.

 

* Trabalho realizado, a convite de Ram Mandil (então Presidente da Escola Brasileira de Psicanálise, EBP) para apresentação no VII Congresso dessa Escola, que aconteceu em Salvador, nos dias 28 e 29 de abril de 2007, sob o título: "A variedade clínica do objetos a". Trata-se de um texto que faz parte das minhas elaborações, para a preparação do VI Congresso da AMP, como membro do Comitê de Ação da Escola Una (Association Mondiale de Psychanalyse - AMP) e de uma investigação financiada pelo Programa de Pesquisa e Iniciação Científica da Universidade FUMEC (ProPIC-FUMEC).

 

Papers 06/08 N° 2 - Junio 2007

 

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